O modelo de negócios direct-to-consumer depende de um de uma ótima experiência de produto

Caso as histórias de shoppings fechando e lojas vazias não tenham chamado sua atenção, a nossa maneira de comprar mudou

Com uma alta no foco da experiência do consumidor, modelos antigos tentam se separar do processo estabelecido, trazendo clientes e empresas para perto como nunca antes. Pense em empresas como Netshoes, Kanui, a lista vai longe. Essas são empresas com alto faturamento que cortaram seus revendedores completamente.

Claramente, tem muito dinheiro em jogo ainda. Inclusive, um dos fundadores do Google, Tim Armstrong recentemente lançou uma nova empresa para levar produtos e experiências diretamente aos consumidores. Nessa nova empreitada, a DTX Company, vai investir em empresas de produtos direct-to-consumer com o objetivo de “empoderar consumidores e empresas a construir relações diretamente”.

O que é Direct-to-consumer?

Empresas Direct-to-consumer (ou DTC) fabricam e entregam seu produtos diretamente para seus consumidores e cortam totalmente intermediários e revendedores. Isso pode reduzir o custo geral de logística, o que pode acabar acarretando em redução de custos. Empresas DTC ainda podem ter uma estratégia omnichannel, desde vendas online e entrega direta para os consumidores, até abrir mini lojas em áreas que estão demonstrando maior demanda ou maior interesse por redes sociais ou até mesmo por vendas.

Histórias de sucesso DTC de A a Z

O modelo direct-to-consumer não é novo, mas é bem lucrativo.

De acordo com Diffusion’s 2018 Direct-to-Consumer Índice de Intenção de Compra, um em cada três consumidores planejam comprar pelo menos 40% de suas compras através de empresas DTC nos próximos quatro anos.

E existem muitas história de sucesso no modelo DTC:

Allbirds construiu uma marca em cima de “não-marca” e focou no design do sapato, com formato, aparência e sensação sendo os elementos principais. Em Outubro de 2018, a empresa teve uma avaliação estimada em US$ 1.4 bilhões.

Barkbox percebeu que “o melhor amigo do homem é o cachorro” e atende a eles com uma assinatura mensal para uma caixa de guloseimas e amostras.

Bonobos mostrou quem é que veste as calças, inicialmente desenvolvendo um estilo único de calças de boa qualidade, focavam em poucos elementos. Homens não gostam de sair para comprar calças e elas normalmente não serve. A empresa foi adquirida pela Walmart por US$ 310 milhões em 2017.

Casper fez sua própria compra ao entregar colchões acessíveis ao limitar suas escolhas – e gerou US$ 100 milhões.

Chubbies literalmente reduziu o mercado de “caras” (homens de 18 a 34 anos) que usa shorts e gera US$ 23 bilhões anualmente.

Dollar Shave Club fez dinheiro em cima dos competidores ao oferecer “lâminas de barbear por assinatura” promovido por uma campanha de vídeo viral. A empresa foi comprada pela Unilever por US$ 1 bilhão em 2017.

Harry’s também cortou a indústria de lâminas e construiu uma base de clientes de mais de 1 milhão em dois anos através de design de “uma ótima lâmina de barbear com refis baratos”.

Hubble colocou os pés no mercado global de lentes de contatos que fatura hoje US$ 12 bilhões, e através de uma estratégia de subscrição para um mercado em ascensão. Em 2018 a Colgate Palmolive investiu na empresa.

Warby Parker tinha uma visão clara para o mercado de óculos de grau e de sol com a experiência “experimente antes de comprar”, seja pelo computador ou por realidade aumentada, liberado recentemente em iPhones.

Zappos percebeu que você não precisa usar seus pés para comprar sapatos, e você pode fazer isso pelo conforto de sua casa. Em 2009, a Amazon comprou a Zappos por US$ 900 milhões, segundo relatórios.

Não fique em cima do muro – evolua ou morra

No final das contas, DTC está aqui para ficar. Parafraseando Charles Darwin, “Não são as empresas mais fortes que sobrevivem, mas aquelas que são mais adaptáveis às mudanças.”

DTC é bom, não só para os clientes, que estão demandando por uma experiência melhor, em seus próprios termos.

É bom também para o fabricante que está buscando uma oportunidade de construir uma relação da marca com os clientes. Ter essa relação permite que vocês possam coletar mais dados e, como resultado, ter maior entendimento de como desenvolver um produto, fabricar e entregar exatamente o que eles querem.

Afunilando para a experiência do cliente

Entretanto, vender diretamente para os clientes pode não ser a melhor experiência para os consumidores. Não tem como cativar o cliente com vendas e marketing se você não tiver o que é necessário para gerar insights, processos e a cultura para entregar o que prometeu.

Por exemplo, se você está pensando em deixar de vender uma furadeira, para comercializar horas de uso como serviço, você precisa repensar seus processos de negócio, desde o design do produto ou serviço, todo o ciclo de como é usado e operado pelo cliente. Você também vai querer saber o que está funcionando, porque todo mundo vai perder se quebrar. O cliente fica infeliz (tendo uma experiência ruim) e você não nem ser pago. Então, a furadeira deve ser desenvolvida com sensores IoT que não só acompanham seu uso mas também podem mensurar se a furadeira está descalibrada e você possa mandar para manutenção enquanto repõe antes que quebre na mão do cliente (assim você entrega uma boa experiência).

Quando você analisa o sucesso de empresas DTC, de A(llbirds) a Z(appos), todas elas tem uma coisa em comum. Para manter os clientes querendo mais, uma ótima experiência do cliente está diretamente relacionada a uma ótima experiência de produto. E uma logística inteligente é o que torna esse sonho se tornar realidade.

Fonte: digitalistmag.com

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